Wednesday, November 30, 2005

Natal sem fome




A Instituição São Francisco de Assis se prepara mais uma vez para o Natal Sem Fome, uma campanha que busca suprir a carência de alimentos das famílias que procuram a instituição.
A idéia dessa campanha é fazer com que famílias carentes tenham um Natal mais feliz, com um alimento na mesa. A distribuição das cestas é feita de forma organizada com cadastro e organização de filas. No total 300 famílias são contempladas com uma cesta básica, além de um frango e panetone.
Segundo a direção da casa, o intuito de doar, é para dar prosseguimento às obras de São Francisco de Assis que abdicou sua fortuna em prol dos pobres.
As cestas serão distribuídas no dia 22 de dezembro e quem tiver interesse em doar alimentos é necessário entrar em contato com a instituição.
Tel.: 3397-5681

A boa intenção de mudar o mundo


Será que nesse Natal todas as crianças terão a oportunidade de esperar o Papai Noel?

Fica difícil acreditar que elas esperam por alguma coisa.
É incrível como nesse, e em todos os Natais, o sentimento de solidariedade aflora em nossos corações.

Vem vindo o Natal e o Ano Novo e o espírito de bondade transborda em todo lugar, porém nada que seja suficiente para mudar a realidade acima.

Diversas manifestações de amor e solidariedade são vistas nos quatro cantos do Brasil e até do mundo, mas todos os anos fotos como essas ocupam matérias em jornais e reportagens na televisão.

Cada vez mais sentimos que nenhuma destas manifestações parece solucionar ou ao menos amenizar o sofrimento do povo e principalmente das crianças pobres

Paralelo a toda essa “comoção de fim-de-ano”, existem pessoas que trabalham dia após dia tentando transformar a realidade de pessoas carentes. Trabalhos como esses realizados por ONG’s transformam a vida de muita gente e faz da solidariedade uma realidade constante.

Provavelmente são mesmo as pequenas ações que fazem toda a diferença, afinal todos os anos, datas especiais produzem super produções na TV que não surtem efeitos significativos – não a nós, simples mortais, que assistimos e ligamos – continuamos a ver em nossas ruas, batendo a nossa porta, o retrato da miséria.

Instituições de pequeno porte, sem auxílio do governo dependem exclusivamente do trabalho voluntário e solidário.

Sem produções gigantescas, mas simplesmente com a boa intenção de tentar mudar o mundo.

Entrevista

1) Quais são os projetos da instituição para 2006?
A nossa maior vontade é a ampliação da biblioteca Santa Clara. Esse ano conseguimos um apoio federal do deputado Nelson Pelegrino.

2) Como vocês vêem o projeto interdisciplinar da faculdade da cidade com as ONG’S da cidade baixa?
Muito interessante, bem vindo principalmente por olhar pelas entidades que ficam na periferia e soma quando os estudantes se propõem a isso.

3) Nesses 25 anos de trabalho social, qual o problema que continua sem solução?
Profissionais qualificados. Por exemplo: bibliotecários que façam trabalhos voluntários, psicólogos, assistentes social. Mas, o grande problema ainda é a falta de recursos financeiros.

4) O que te faz continuar em manter a instituição?
Há um grupo comprometido em ajudar na construção do Reino de Deus através dos necessitados. É um trabalho que tem a força de Deus, mesmo que tenha horas que fraqueje e passe por dificuldades. Cada um faz o que pode. Vontade de servir e proporcionar alegria para o próximo é nossa motivação.

5) O trabalho voluntário hoje é mais presente do que no passado?
Sim. No passado (5 anos atrás) era preciso se virar com o grupo da comunidade que freqüentavam as missas e hoje, pessoas que não estão comprometidas com a religião se dedicam ao serviço voluntário.

6) Até onde caminham juntos a política e religião quando se trata de solidariedade?
Não se conta com a solidariedade na política e a instituição não usa pessoas carentes e sem conhecimentos para fazer campanhas eleitorais ou manipular votos. Alguns deputados ajudam a comunidade de forma pessoal e contamos sempre com o apóio da Igreja católica através da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Periperi.

7) Nesse fluxo de pessoas carentes, já que a instituição não agrega pessoas, em nenhum momento, um caso ou uma pessoa isolada não a fez pensar em acolher essas pessoas definitivamente?
Eu queria poder abrigar essas pessoas. Por duas noites abrigamos uma família na biblioteca, mas não temos estrutura, somos limitados.
Para suprir essa necessidade, sempre pensamos em servir cada dia melhor.