Sunday, March 19, 2006

Instituição quer estender sua biblioteca

A Biblioteca Nossa Santa Clara, que funciona na instituição São Francisco de Assis tem em um de seus projetos a sua ampliação que beneficiará estudantes locais e toda a comunidade com interesse em pesquisas. Existe a carência quanto a serviços voluntários para oferecer atividades didáticas nesse espaço.
Atualmente a sala de estudos, conta com um acervo de três mil livros que são classificados entre literatura infantil, romance, livros didáticos de história, geografia e biologia, enciclopédias, revistas e jornais. Todo esse material foram doados pela comunidade do bairro Periperi.
A Nossa Santa Clara atende principalmente a um público sem recursos do bairro que não podem freqüentar bibliotecas no centro da cidade pelas questões financeiras, como o exemplo de Robson Caetano de 18 anos, estudante do terceiro ano do ensino médio. “É muito importante à biblioteca no bairro devido a escassez de um material de estudo para pesquisa perto da minha casa. Não precisamos nos deslocar do subúrbio para procurar outras bibliotecas”.
Segundo uma das responsáveis pela Instituição São Francisco, Miralva Lima, a biblioteca atua como um espaço de integração e amizade entre os jovens. E a partir desses laços surgiu a idéia de criar o grupo de estudos para o vestibular, onde os estudantes se reúnem para tirar dúvidas e discutir questões. Esse grupo tem em média 15 estudantes que não podem pagar um cursinho pré - vestibular.
A entidade beneficente necessita de doações de dicionários e trabalho voluntário. Quem tiver algum interesse o telefone é 3397-5681.

Friday, December 02, 2005

Thursday, December 01, 2005

Projeto Natal das Crianças traz alegria para os pequenos



Além da campanha Natal Sem Fome, a instituição São Francisco de Assis abre espaço também para as crianças com um projeto chamado Natal das Crianças que visa atender todos os menores carentes da comunidade que já são acompanhados pela instituição durante todo o ano e ainda aqueles que são cadastrados de última hora.

O Natal das Crianças, consiste na adoção. São elaborados cartões onde são indicados o nome, a idade e o sexo de cada criança que irá receber o presente. Cada pessoa precisa apenas doar roupas ou brinquedos novos.

“Com o Natal Sem Fome suprimos a necessidade básica dos adultos e a criança sonha com um presente, então unimos o útil ao agradável: levando o alimento para toda a família e o presente aos pequeninos”. Explica alguns dos trabalhadores voluntários da instituição.

Os presentes serão entregues no dia 18 de dezembro, na Instituição São Francisco de Assis.




Contatos para doações:
3397-5681

Wednesday, November 30, 2005

Natal sem fome




A Instituição São Francisco de Assis se prepara mais uma vez para o Natal Sem Fome, uma campanha que busca suprir a carência de alimentos das famílias que procuram a instituição.
A idéia dessa campanha é fazer com que famílias carentes tenham um Natal mais feliz, com um alimento na mesa. A distribuição das cestas é feita de forma organizada com cadastro e organização de filas. No total 300 famílias são contempladas com uma cesta básica, além de um frango e panetone.
Segundo a direção da casa, o intuito de doar, é para dar prosseguimento às obras de São Francisco de Assis que abdicou sua fortuna em prol dos pobres.
As cestas serão distribuídas no dia 22 de dezembro e quem tiver interesse em doar alimentos é necessário entrar em contato com a instituição.
Tel.: 3397-5681

A boa intenção de mudar o mundo


Será que nesse Natal todas as crianças terão a oportunidade de esperar o Papai Noel?

Fica difícil acreditar que elas esperam por alguma coisa.
É incrível como nesse, e em todos os Natais, o sentimento de solidariedade aflora em nossos corações.

Vem vindo o Natal e o Ano Novo e o espírito de bondade transborda em todo lugar, porém nada que seja suficiente para mudar a realidade acima.

Diversas manifestações de amor e solidariedade são vistas nos quatro cantos do Brasil e até do mundo, mas todos os anos fotos como essas ocupam matérias em jornais e reportagens na televisão.

Cada vez mais sentimos que nenhuma destas manifestações parece solucionar ou ao menos amenizar o sofrimento do povo e principalmente das crianças pobres

Paralelo a toda essa “comoção de fim-de-ano”, existem pessoas que trabalham dia após dia tentando transformar a realidade de pessoas carentes. Trabalhos como esses realizados por ONG’s transformam a vida de muita gente e faz da solidariedade uma realidade constante.

Provavelmente são mesmo as pequenas ações que fazem toda a diferença, afinal todos os anos, datas especiais produzem super produções na TV que não surtem efeitos significativos – não a nós, simples mortais, que assistimos e ligamos – continuamos a ver em nossas ruas, batendo a nossa porta, o retrato da miséria.

Instituições de pequeno porte, sem auxílio do governo dependem exclusivamente do trabalho voluntário e solidário.

Sem produções gigantescas, mas simplesmente com a boa intenção de tentar mudar o mundo.

Entrevista

1) Quais são os projetos da instituição para 2006?
A nossa maior vontade é a ampliação da biblioteca Santa Clara. Esse ano conseguimos um apoio federal do deputado Nelson Pelegrino.

2) Como vocês vêem o projeto interdisciplinar da faculdade da cidade com as ONG’S da cidade baixa?
Muito interessante, bem vindo principalmente por olhar pelas entidades que ficam na periferia e soma quando os estudantes se propõem a isso.

3) Nesses 25 anos de trabalho social, qual o problema que continua sem solução?
Profissionais qualificados. Por exemplo: bibliotecários que façam trabalhos voluntários, psicólogos, assistentes social. Mas, o grande problema ainda é a falta de recursos financeiros.

4) O que te faz continuar em manter a instituição?
Há um grupo comprometido em ajudar na construção do Reino de Deus através dos necessitados. É um trabalho que tem a força de Deus, mesmo que tenha horas que fraqueje e passe por dificuldades. Cada um faz o que pode. Vontade de servir e proporcionar alegria para o próximo é nossa motivação.

5) O trabalho voluntário hoje é mais presente do que no passado?
Sim. No passado (5 anos atrás) era preciso se virar com o grupo da comunidade que freqüentavam as missas e hoje, pessoas que não estão comprometidas com a religião se dedicam ao serviço voluntário.

6) Até onde caminham juntos a política e religião quando se trata de solidariedade?
Não se conta com a solidariedade na política e a instituição não usa pessoas carentes e sem conhecimentos para fazer campanhas eleitorais ou manipular votos. Alguns deputados ajudam a comunidade de forma pessoal e contamos sempre com o apóio da Igreja católica através da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Periperi.

7) Nesse fluxo de pessoas carentes, já que a instituição não agrega pessoas, em nenhum momento, um caso ou uma pessoa isolada não a fez pensar em acolher essas pessoas definitivamente?
Eu queria poder abrigar essas pessoas. Por duas noites abrigamos uma família na biblioteca, mas não temos estrutura, somos limitados.
Para suprir essa necessidade, sempre pensamos em servir cada dia melhor.

Thursday, October 06, 2005

Periperi, o bairro

O bairro de Periperi, surge em uma terra costeira banhada pelas águas calmas e quentes da Baia de Todos os Santos. Como uma pequena cidade interiorana, Periperi se destaca no contexto conturbado da moderna cidade de Salvador, preservando muitos dos aspectos e valores de outrora, tempos em que um passeio na Praça, ou uma boa conversa entre vizinhos davam a nota de todas as tardes. Localizado no vale do antigo rio “Paraguary”, “rio dos papagaios” esta enseada tranquila já era conhecida desde os tempos do descobrimento, pois fazia parte da rota costeira das embarcações que rumavam a Paripe, do tupy “parí-pe” ou seja “curral de peixes”, nome dado por indígenas que ali se fixaram. Pirí-pirí, aportuguesado para Periperi, quem em tupy designa “o junco continuado”, Paripe, deveria resumir-se a área de caça e pesca utilizada pelos ditos índios, pois, não fora comprovada em tal local a presença fixa do gentil.

Por certo, o bairro nasceu na Segunda metade do século XIX, como um simples agrupamento dos trabalhadores envolvidos na construção da linha férrea, que por questões financeiras, ali fora interrompida. Como toda “ponta de linha”, nome em que se conhece os locais onde se findam os trilhos, Periperi começou a desenvolver-se a medida em que abrigava cada vez mais trabalhadores. Muitos destes acompanhado seus familiares, fixaram-se à espera do reinício das obras da dita ferrovia, que viria a ser concluída anos mais tarde. A exuberante beleza do lugar atraia cada vez mais moradores. Por força natural, a ascendente comunidade desenvolvia-se a fim de suprir os anseios básicos de que necessita qualquer área residencial. A ativação da Leste do Brasil e a instalação definitiva da oficina, em Periperi, marcaram uma nova fase do desenvolvimento do bairro. A partir de então Periperi passou a atrair cada vez mais veranistas, que desfrutavam junto aos moradores, as belezas do lugar. Ligando-se à cidade basicamente através dos trens da Leste, que “subiam e desciam” em britânica pontualidade, Periperi mantinha-se “isolada” de Salvador, constituindo assim um núcleo de valores e costumes próprios. Poucos eram os moradores que diariamente tinham que ir além da Calçada, fosse por trabalho ou estudo. Grande parte destes eram funcionários da própria Leste, o que unia ainda mais os laços de vizinhança ou de comunidade. Basicamente todos se conheciam e mutuamente se respeitavam. Seus filhos andavam ou estudavam juntos, seus maridos trabalhavam em mesmo local ou para mesma empresa, a Leste, suas mulheres pertenciam à mesma realidade o que tornava o Subúrbio Ferroviário de Periperi uma espécie de grande família. Abastados e até famosos como Dorival Caimmy, Irmã Dulce e Jorge Amado, passaram por Periperi. Este último, em especial, narrou em seu livro “Os Velhos Marinheiros”, muitos dos aspectos naturais e humanos da aprazível vivenda. A conclusão da Avenida Luís Viana Filho, em 1970, hoje denominada Afrânio Peixoto porém, conhecida como Suburbana, transformou drasticamente a vida e aspecto não só de Periperi mais dos demais bairros ferroviários. A ocupação desordenada, ao longo das margens da Avenida, trouxe problemas diversos principalmente no que diz respeito ao saneamento básico. Grande quantidade de esgoto passou a ser lançado nas praias e rios, destruindo-os e tornando-os irreconhecíveis para aqueles que se acostumaram com a limpidez de suas águas. Embora muitas das antigas qualidades tenham sido suplantadas por problemas, Periperi, mesmo nos dias de hoje, dias em que imperam a individualidade e o desrespeito à vida humana, ainda é um bom lugar de se viver, onde ainda se pode contar com a nostalgia dos bons tempos.

Tuesday, September 20, 2005

Voluntariado...

Todos os dias, voluntários acompanham as crianças amparadas pela Instituição, com a finalidade de normalizar o baixo índice de seu desenvolvimento.
Ações como esta mostram a responsabilidade da Casa São Francisco de Assis para com seus necessitados. Além disso, a iniciativa da comunidade em cooperar com esse projeto tem sido cada dia mais importante na contrução e permanêcia destas ações sociais em comunidades carentes.
Mães solteiras, pessoas idosas, desempregados são os principais dependentes dos serviços prestados pela Entidade, fazendo do trabalho voluntário um dos principais e muitos alicerces necessários na formulação de um projeto social que dá certo.

Wednesday, August 17, 2005

A Instituição


A entidade São Francisco de Assis foi criada por um grupo de amigas devotas de São Francisco, que sentiam a necessidade de fazer algo a mais para o próximo, seguindo os ensinamentos do protetor dos pobres.

Há 25 anos atrás, essas amigas partiram da idéia de distribuir o sopão, alimento saudável que supria as necessidades emergenciais dos mais famintos.

Com o passar do tempo isso não seria mais suficiente, o número de pessoas começou a crescer e a falta de dinheiro dificultava a continuidade desta obra. O sopão foi então substituído pelo mingau.

Desde então, a instituição foi consolidando-se, tomando forma devido a diversas mudanças e abrangendo um número cada vez maior de pessoas carentes.